sábado, 3 de dezembro de 2011

Assembleia da República aprova voto sobre centenário de Alves Redol



O Parlamento aprovou, por unanimidade, esta sexta feira, um voto de saudação pela celebração do centenário do nascimento do escritor Alves Redol, proposto pelo Bloco de Esquerda.
Artigo 2 Dezembro, 2011 - 17:47

Alves Redol nasceu em 29 de dezembro de 1911
Alves Redol foi considerado um dos expoentes máximos do neorrealismo em Portugal, com uma vasta obra literária que inclui o romance, conto, teatro, escrita infantil e ensaio.
Toda a sua obra literária reflete a vivência e o reconhecimento profundo dos problemas das classes trabalhadoras, conseguido através do contacto estreito com o povo no Ribatejo, na Estremadura ou no Douro.
Alves Redol foi um escritor de grande impacto popular e muito admirado pelos trabalhadores, ao mesmo tempo que viu a sua obra reconhecida internacionalmente, traduzida em vários idiomas, e conviveu com artistas e escritores em França, na Polónia, em Espanha.
Em 2011, foi constituída uma Comissão Organizadora para celebrar o Centenário do Nascimento de Alves Redol, que dinamizou um vasto programa de iniciativas ao longo de todo o ano.
Foi por considerar que a Assembleia da República se devia associar a esta efeméride, que o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda propôs o voto.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Cecília Meireles faleceu num dia 9 de novembro...

Ou se tem chuva e não se tem sol
... ou se tem sol e não se tem chuva!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

sexta-feira, 13 de maio de 2011

MANUEL ANTÓNIO PINA - PRÉMIO CAMÕES 2011




Osvaldo Silvestre: “Magnifica notícia para quem ama a Literatura sem fronteiras”

"A atribuição do Prémio Camões a Manuel António Pina é a melhor notícia possível num panorama nacional de notícias péssimas. É, sobretudo, uma magnífica notícia para quem ama a Literatura sem fronteiras nem preconceitos.

Pina não é só um poeta notável – em rigor, o único poeta contemporâneo convictamente pós-pessoano, quer dizer, cuja poesia não é concebível fora da metafísica poética legada por Fernando Pessoa – como é também o maior autor da nossa literatura infantil e juvenil, uma zona da expressão literária que sempre praticou com a maior liberdade e sem grandes contemplações por aquilo que as crianças são ou deveriam ser.

Num sentido profundo, Pina é o inventor de uma literatura infantil portuguesa inspirada na lição maior de Lewis Carroll e Milne: a lição do nonsense, do nominalismo, da recusa em saber o que seja exactamente a infância.

O primeiro [livro infantil]de Pina, “O País das Pessoas de Pernas para o Ar”, antecede alguns meses o seu primeiro livro de versos, e esta continuidade agrada-me como leitor para o qual a paixão literária não conhece compartimentos ou prioridades.

Se somarmos a isto a arte maior do cronista e ainda a do conversador-conferencista de recursos inesgotáveis, creio que dificilmente o Prémio Camões poderia ter sido melhor entregue.

Os meus parabéns à clarividência do júri."

Osvaldo Silvestre, ensaísta com obra publicada sobre Manuel António Pina

in «Público», 12-05-2011

quinta-feira, 14 de abril de 2011

III - SESSÃO FEP

«A Literatura Infantil» - O papel da Literatura Infantil na promoção da leitura e da escrita: do Oral ao Escrito Apresentação de estratégias diversificadas: Materialidade do Livro - A Flor Vai Pescar Num Bote: uma dualidade pictórica “Ler doce Ler” (Livro de José Jorge Letria e trabalho de um grupo de alunos) Lengalenga "Um, dois, três, quatro" Estória -"Vestuário"

"Um amor de familia"; "O Sol"; "A Carochinha" O Avental das estórias O Baú das palavras Slides "A Cigarra e a Formiga", "O Capuchinho Vermelho", "Um. dois, três, quatro", "O Sol" "O Casamento da Franga" vs "O Casamento da Gata" Actividade prática - "Um Bicho muito Estranho" Avaliação da Sessão Momento de Poesia

domingo, 3 de abril de 2011

quinta-feira, 31 de março de 2011

segunda-feira, 28 de março de 2011

"Um Adeus Português" - Alexandre O'Neill


Um Adeus Português





Nos teus olhos altamente perigosos

vigora ainda o mais rigoroso amor

a luz dos ombros pura e a sombra

duma angústia já purificada





Não tu não podias ficar presa comigo

à roda em que apodreço

apodrecemos

a esta pata ensanguentada que vacila

quase medita

e avança mugindo pelo túnel

de uma velha dor





Não podias ficar nesta cadeira

onde passo o dia burocrático

o dia-a-dia da miséria

que sobe aos olhos vem às mãos

aos sorrisos

ao amor mal soletrado

à estupidez ao desespero sem boca

ao medo perfilado

à alegria sonâmbula à vírgula maníaca

do modo funcionário de viver





Não podias ficar nesta casa comigo

em trânsito mortal até ao dia sórdido

canino

policial

até ao dia que não vem da promessa

puríssima da madrugada

mas da miséria de uma noite gerada

por um dia igual





Não podias ficar presa comigo

à pequena dor que cada um de nós

traz docemente pela mão

a esta pequena dor à portuguesa

tão mansa quase vegetal





Mas tu não mereces esta cidade não mereces

esta roda de náusea em que giramos

até à idiotia

esta pequena morte

e o seu minucioso e porco ritual

esta nossa razão absurda de ser





Não tu és da cidade aventureira

da cidade onde o amor encontra as suas ruas

e o cemitério ardente

da sua morte

tu és da cidade onde vives por um fio

de puro acaso

onde morres ou vives não de asfixia

mas às mãos de uma aventura de um comércio puro

sem a moeda falsa do bem e do mal





Nesta curva tão terna e lancinante

que vai ser que já é o teu desaparecimento

digo-te adeus

e como um adolescente

tropeço de ternura

por ti





sábado, 26 de março de 2011

DIA MUNDIAL DO TEATRO



O Dia Mundial do Teatro foi criado em 1961 pelo Instituto Internacional do Teatro e é celebrado todos o anos, no dia 27 de Março, pelos centros nacionais do Instituto Internacional do Teatro e pela comunidade teatral internacional.


segunda-feira, 21 de março de 2011

DIA MUNDIAL da POESIA


João de Deus, Junqueiro, Camões, Bocage, Florbela, Pessoa, Régio e Aleixo


Ser Poeta

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior

Do que os homens! Morder como quem beija!

É ser mendigo e dar como quem seja

Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!



É ter de mil desejos o esplendor

E não saber sequer que se deseja!

É ter cá dentro um astro que flameja,

É ter garras e asas de condor!



É ter fome, é ter sede de Infinito!

Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...

É condensar o mundo num só grito!



E é amar-te, assim, perdidamente...

É seres alma, e sangue, e vida em mim

E dizê-lo cantando a toda a gente!



Florbela Espanca